Archive for abril, 2009

Agora sim, Fantine Tho

Ai, ai…
provas da facul terminadas, é hora de tirar o peso das costas e aliviar a cachola. Hora de escrever sobre um dos dias mais esperados de todos os tempos: Meu encontro com Divíssima Fantine Tho!

Quem me conhece de anos atrás sabe do meu amor incondicional de fã que trago dentro de todos os meus poros por alguns ídolos. Lindíssima Fantine (sim, a ex Rouge) é uma delas, e a espera para a realização desse antigo sonho foi de 7 longos anos. Como foi ruim esperar. Como foi frustrante toda a espera. Como por várias vezes eu tive a certeza de que isso jamais aconteceria.. E eu adoro errar nesses aspectos, e graças ao Bom Pai eu tenho errado muito nisso. Mas apesar de toda angustia nesse tempo todo, acredito que aconteceu na melhor época. Aconteceu na hora em que tinha mesmo que acontecer. Sou grata por isso.

Do começo…

Terça feira, 07 de Abril aconteceu em Sampa um encontro de Fãs com a Fanta. Isso já estava marcado há algum tempo, peça chave para minha organização ser perfeita a ponto de conseguir ir (também se não fosse provavelmente surtaria geral). Saímos de Leme, eu e meu fiel companheiro de aventuras ‘idolatricas’, meu pai, por volta das 13:20h. Horas de viagem (adoro essas viagens ^^), horas de congestionamento dentro daquele inferno maravilhoso que é São Paulo e chegamos no prédio onde fica o Studio8 por volta das 16:30h. Como eu já havia mexido meus pauzinhos e já tinha conversado com um dos organizadores do encontro, sabia que assim que eu chegasse subiria pra falar com ele. O que eu não sabia era que subindo eu encontraria com a dignissima lá em cima também.

Passo-a-passo…

Subimos. Gilson veio nos recepcionar (aliás Gilson É O CARA! Devo grande parte dessa realização a ele), e conversando com ele, olho pro lado e vejo quem? vejo q u e m?? Sim, vejo ela, Fantine, toda linda e magérrima de um jeito nunca visto por mim antes. Linda! Mas linda mesmo… Olhei, surtei internamente e já fui fazer o que há tanto tempo esperei pra fazer: dei-lhe um abraço que fez com que toda a espera valesse a pena. Ali conversamos um pouco e dissemos que íamos descer pra comer algo (meu pai pra variar estava faminto hehe – por mim eu ficaria la em cima direto). Ela até nos explicou como faziamos para chegar a um shopping bacaninha, pra comer algo decente. Mas que nada. Descemos e entramos no barzinho da frente, bem meia boca, com um aspecto meio suspeito. Mas quem se importava naquela altura do campeonato com algo decente para comer? Eu mal comer conseguia hehe. Comemos e cerca de vinte minutos/meia hora depois voltamos para o Studio. Entrando, agora o que vi foi a cena mais incrível da minha vida, e da qual jamais esperaria ver um dia: A Passagem de Som. Como eu adoro passagens de som. Apaixonada por música como sou, não há nada mais emocionante do que ver toda a conversa, os testes, a ‘bagunça’ pra se chegar numa perfeição sonora final. Amei. Valeu demais a pena.. Eu parava pra pensar, analisar tudo e não conseguia acreditar que eu estava realmente ali, vendo um dos meus maiores ídolos em um momento tão íntimo, tão não acessivel pra tanta gente. Pra mim a passagem de som tem uma essência muito forte.. toda aquela preparação.. as vozes, as notas, a indecisão se está ou não no ponto.. se aquilo vai ser ou não o ideal pra quem está de frente ouvindo.. Aii.. fascinante pra mim. Inexplicável.
Resumindo: Passei o dia todo com a Fanta, mesmo sem ter muito contato direto com ela, mesmo ali só na observação.. Quem diria que um dia, eu, aquela fã que desde os 14 anos sonhava com um contato passaria um dia quase inteiro com meu ídolo? Com certeza nem nos meus mais exagerados sonhos pensava nisso.
Durante a tarde, a tia Su (pra quem não sabe, mãe da Fantine) apareceu lá com a Christine, filhinha da Fanta que é a coisa mais linda e gostosa do mundo. Como é linda a conexão das duas, a luz que ela transmite como mãe. Tocante demais, sincero demais.
Algumas horas de passagem depois, algumas pessoas VIPs começam a chegar (amigos dela, uns gringos que foram pra prestigiar o trabalho da Fanta, …) e a Fanta subiu pra se trocar. Depois desceu outra vez, conversou com o povo que estava la e blábláblá..
Umas 19:30h (não tenho certeza sobre o horario) o povo que foi pra ver o show (os fãs) começaram a subir, mas lógico que eles já estavam lá embaixo há algum tempo. Algumas pessoas muito queridas pra mim estavam lá. Pessoas que conheci nos acústicos da Lu e que se tornaram amigos queridos. Papo vai, papo vem e todo mundo ansioso pela volta da Fantine (pra eles, pela aparição dela). Havia rolado uma história de que a Aline (também ex Rouge, e também um ídolo pra mim) estaria nesse show, então, cada vez que a porta se abria geral olhava pra ela na esperança de ver a Aline entrando. Numa dessas portas eis que entra um rapaz (muito bonito, diga-se de passagem) que eu tinha certeza conhecer de algum lugar. Rápidos segundos tentando lembrar de onde o conhecia me veio um estalo forte: A DANI!. Sim.. esse estalo estava correto (esse rapaz, Victor, já havia visto no Orkut da Dani), e atrás dele entra a queridissima Danielle Mariuzzo, uma cantora que admiro muito, com um talento quase fora do normal, uma beleza tão fora do normal quanto e uma simpatia tão mais fora do normal ainda. Na verdade essa simpatia eu apenas imaginava que existia, pois até então meu único contato com ela tinha sido virtual. Mantinha contato bem regular com ela via e-mail/orkut há um tempo já, e acreditava que ela era mesmo muito simpatica e atenciosa. Mas pessoalmente vi que estava enganda, pois ela é muito mais do que eu achava que fosse. Ela é incrível, em tudo.
Quando o povo a viu entrando (muitos se lembram dela por causa do programa Popstars – o mesmo que lançou o Rouge – do qual ela também participou) logo se amultuaram sobre ela, tirando fotos, conversando e tal. Eu fiquei bem na minha, não acreditando que estava com dois grandes ídolos no mesmo dia. Era tudo tão surreal que custava eu acreditar que estava mesmo acontecendo. Conforme o povo ia se afastando eu ia me aproximando de mansinho, e quando ela me viu soltou um: “Essa eu conheço faz tempo..” – Aii, ela me reconhecia pessoalmente hehehee.. Como fã é besta, né? Me sinto besta mas é inevitável não sentir todas as sensações do mundo quando algo assim acontece. Beleza, continuei na minha, esperando o povo sair, e quando chegou minha vez, ela abriu os braços e disse: “até que enfim pessoalmente, né?” Morri umas cem vezes naquela noite hehee. A minha frustração por ter ficado o dia todo com a Fanta e não ter ao menos tirado uma foto com ela por timidez da minha parte até sumiu depois daquilo tudo.
Conversei um pouco com a Dani, tiramos nossa foto, e me realizei por completo ali. Era tanta emoção pra uma pessoa tão pequena como eu hehee.

Enfim… emoções extras a parte, o show começa. Fanta entra deslumbrante com um ar acanhado, com aquela carinha de Fantine que só quem é fã sabe como é, e começou o arraso. Cantou, conversou, fez graça, errou, se atrapalhou.. coisas típicas de Fantine. E foi maravilhoso. Cada parte, cada nota, cada som, cada olhar.. Foi perfeito! Sem dúvida me realizei.. realizei o sonho de 7 longos anos.

Após o show (que orgulhosamente registrei do começo ao fim, e do qual vou guardar pra sempre) ela recebeu os fãs. E recebeu bem até demais – diga-se de passagem – . Nunca vi alguém tão atenciosa e despreocupada com o tempo como ela. Ficou ali horas conversando e fazendo todas as vontades de cada fã. Sorte daqueles mais ousados que pedia o que vinha na telha sem medo de reprovas.. Até música da época do Rouge ela cantarolou com os fãs. Foram tantos vídeos de recadinhos para fãs que não puderam ir.. tantas e tantas fotos, tantos autografos, tantos copinhos suspeitos (abafa – papo interno de quem estava la hehehe),  e a minha hora não chegava de jeito algum. O povo tirava a foto, fazia o que queria e permanecia ali, ao lado dela, e ela ali atendendo a todos com muita vontade e atenção quantas vezes o fã aparecesse na sua frente, independente de quantas fotos ele já tivesse tirado. Nisso a Dani foi embora e consegui me despedir dela com mais um abraço daqueles e meia duzia de palavras.. Guardem esse nome!! Danielle Mariuzzo
Depois de longos minutos de espera a Fanta vira e diz: “deixa eu falar com a Thais que faz tempo que ela ta esperando”.. Tá, ok, só mais um surto interno pra coleção da noite. Já havia acontecido tantas surpresas que o fato dela saber meu nome nem me espantava mais hehe. Gentilmente ela autografou algumas coisas pra mim, tiramos nossa foto, meu pai tirou a foto dele com ela, LÓGICO, e conversamos um pouco. Depois, sob pressão do meu pai, que estava preocupado com o fato de como iríamos sair daquele bairro e pegar o caminho certo de volta pra casa, fomos embora. A pior sensação do mundo: ir embora sem a festa ter acabado, e logo eu, que gosto SEMPRE de ser a última a sair. Anywayz, pegamos o caminho da roça, mas embora quisesse ficar ali fui embora feliz da vida, com as energias e esperanças renovadas e um sorriso bobo de orelha à orelha. Um dos melhores dias da minha vida – se não o MELHOR!

Fiquei muito feliz mesmo em poder confirmar algo que eu ja tinha certeza: Meus ídolos são os melhores ídolos do mundo. A Fanta é do jeitinho que eu sempre imaginei, uma eterna criança com um coração gigantesco e o ídolo mais fã do mundo. Essa sim nos entende e nos respeita como merecemos. Ela sabe o quanto fã sofre e nos trata da melhor forma possível.. Desejo do fundo do meu coração que ela realize o sonho dela de fã!
A Dani também é do jeito que pensei que fosse, super simpatica e atenciosa. O que me surpreendeu foi o humor dela. Achei hilária… E só pra constar, ela é muito mais linda que a Lindsay Lohan hehehehee.. Grata surpresa daquela noite. Espero manter esse contato de agora pra sempre com ela. E torço do fundo do meu coração que ela tenha o espaço que merece na mídia, pois ela é um arraso.

Seguem minhas fotos com as estrelas da noite! 

Eu e Fanta..

Eu, parecendo um pinguim sem pescoço e a lindíssima Fantine Tho

Eu e Dani
Danielle Mariuzzo – tão querida..

Comunidade no Orkut que fiz há um tempo pra Dani:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=24321465

 PS1: Dylan, Rafa, Cris.. adorei o reencontro. Vocês são queridos demais. Jac, adorei te conhecer. Rafa, ja é uma pessoa muito especial pra mim, viu? Um prazer imenso conhece-lo pessoalmente. Espero poder no mês que vem me aventurar por Sampa com você!

PS2.: A Aline não apareceu por lá =(

É isso.. mais uma aventura ‘idolatrica’ que vivi, e sempre ao lado do meu fiel escudeiro.. O melhor pai do mundo!
Espero muito em breve poder ter mais aventuras do tipo pra postar aqui…

Beijos pra quem passar os olhos por aqui, comentando ou não…

=)

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‘Mussa & Eu’

Ai,ai..
Hoje fui assistir o filme ‘Marley e Eu’, e igualmente quando li o livro, chorei horrores. Desde ontem fixei na minha cabeça que não iria chorar (detesto fazer isso em público. Chorar no cinema é vergonhoso. Acende-se as luzes e lá estou eu, inchada feito sei-la-o-que.. péssimo). Jurei pra mim mesma que não teria necessidade de derramar minhas lágrimas pois já havia lido o livro e sabia exatamente como ia acontecer. Mas não teve jeito… Depois de muitas e muitas risadas com o começo-meio do filme, lá estou eu (e companhia Limitada) se debulhando em lágrimas. Ai como é triste. Impossível foi não ficar pensando na minha Mussa em casa, e a vontade insuportável de correr pra dar uma abraço bem forte nela..
E foi justamente pensando na minha filha canina que resolvi postar hoje. Na verdade, iria postar hoje sobre meu encontro com minha queridíssima ‘idola’ Fantine Tho, mas fiquei tocada demais com o filme e me inspirei pra escrever sobre o tema. O post da Fanta vem em breve..

Acho que nunca fiz um post dedicado à minha ‘doce’ cadelinha. Hoje, depois de ver o filme e lembrar dela o tempo todo, cá estou para um post exclusivo pra minha mais fiel companheira..

Há muito tempo queria um cachorrinho, e desde que minha irmã se casou e levou o cachorro da familia (um pintcher de 15 anos mais ou menos – que sempre foi dela) que essa vontade só crescia. Então, no ano passado depois de muito e muito insitir, meus pais autorizaram que eu pegasse um filhote, desde que como regra fosse uma FÊMEA!. Ok, ok, pode ser uma fêmea.
Foi então que no dia 17 de Agosto do ano passado, eu trouxe pra casa a vira lata mais ‘linda’ do mundo, a qual recebeu o nome de MUSSARELA.
Quando cheguei na casa da mulher que estava doando os filhotes, peguei as duas fêmeas na mão para decidir com qual eu ficaria (querendo ficar era com as duas). Uma era amarelinha, toda meiga, bem classuda, e a outra, uma pretinha misturada com amarelo e branco, meio estranha, com um olhar pidão. Obviamente eu teria escolhido a amarelinha (a mais bonita), mas meu coração escolheu a feiosa, com medo de que ninguém a escolhesse… Tudo bem, chegamos em casa e todo o processo de adaptação foi complicado. Ela chorava demais, afinal de contas só tinha 38 dias de vida (eu sei AGORA que é muito cedo para se tirar um filhote de sua mãe, mas quando a peguei, juro que não sabia). Ela era a coisa mais gostosa do mundo, com uma barriguinha gigante de tanto verme, e peladinha de tudo, super gostosa de se beijar. Tinha um olhar tão comovente que era impossivel desgrudar dela.
O tempo foi passando e a Mussa foi se acostumando com o novo lar e se moldando a sua nova vida. Vivia dentro de casa, e rapidamente aprendeu a subir no sofá.

Foi uma farra quando isso aconteceu, e mesmo sabendo que isso provocaria problemas um dia, a graça que era vê-la escalando o sofá fez com que todos permitissem que lá ela ficasse. Foi uma festa também quando de um jeito meio esquisito e afonico ela soltou seu primeiro latido. Eu, como uma mãe de primeira viagem, quase surtei de tanta felicidade e orgulho da minha pequenina..

Mas nem tudo foram flores.. O primeiro grante martírio era a hora de dormir. Deus do céu como eu sofri com isso. Todos diziam: ‘deixa ela la fora chorando que ela se acostuma e aprende que ninguém irá pegá-la’. Mas a minha consciêcia pesava demais em saber que eu a havia tirado prematuramente de sua mãe, e não poderia agora deixa-la la fora morrendo de medo. Eu tinha que ficar com ela. Mas ela era irritantemente pentelha na hora de dormir. Eu a colocava dentro de sua casinha (uma caixa de papelão, da qual ela diariamente tirava uma parte e comia tudo), eu sentava na frente da ‘portinha’ e ela pulava no meu colo, ia para o chão e ficava correndo pelo quintal. Só depois de muitas e muitas e MUITAS tentativas pra que ela se aquietasse dentro da caixa é que ela, vencida pelo cansaço apagava. E aí vinha a segunda parte do problema: Conseguir entrar em casa sem que ela percebesse minha ausência e começasse a chorar de novo. Raramente eu conseguia realizar essa proeza. Era eu chegar na porta da cozinha pra perceber que ela estava colada ao meu pé, e todo o longo processo começava de novo.
Por mais que ela ficasse o dia todo dentro de casa, a noite era obrigatório que ela dormisse pra fora. Ela só dormiu dentro de casa uma única vez, que foi no dia que ela chegou e fiquei com muita dó de coloca-la pra fora. Peguei então meu colchao e coloquei na sala de baixo, esticando um pano pra ela dormir do meu lado. Ela não sossegava. Resmungava, fazia xixi feito louca, e coco também. Dormir que era bom: NADA. Eu a colocava em seu pano e ela levantava. Em um certo momento, ela deitou, ficou quietinha e eu com uma esperança imensa de que ela enfim dormisse, deitei. Passando-se alguns segundos, sinto algo fofinho pulando sobre mim no colchão e se ajeitando no meio das minhas pernas e lá dormiu. Pensei comigo: Pelo menos ela dormiu!
Esse problema de dormir durou pelo menos uns 4 meses. Eu não conseguia deixa-la la fora chorando e fingir que não estava ouvindo nada. Arrumei o quartinho de bagunça do quintal, e transformei num imenso quarto pra ela. Coloquei um colchão velho forrado com lençol e travesseiros (Uns 4, que atualmente só sobrou UM). Toda noite era a mesma tragédia. Eu a levava pro quarto dela e ela não dormia. Tinha que esperar o cansaço bater pra eu conseguir entrar, e na maioria das vezes eu saía do quarto e ela vinha atrás de mim. Tantas e tantas noites foram longas, a ponto de eu conseguir entrar só bem de madrugada. Até livros eu levava e lia por lá mesmo, sentada no colchão enquanto ela deitava do meu lado. Se eu levantava, ela vinha junto. Um pequeno detalhe é que ela SÓ dorme com a luz acesa. Se apagar nem no quartinho ela fica (até hoje). Depois de muito estresse e desespero, fui me conscientizando de que a culpada era eu! Por mais dificil que fosse eu comecei a ser firme e ensinar que a hora de dormir é a hora de dormir. A primeira vez coloquei ela na cama, virei as costas e entrei. Ela chorou, chorou e chorou, e eu sentada na escada que da acesso a parte de cima de casa, chorava junto. Na primeira noite, depois de muito ela chorar (e eu também) minha mãe desceu e gritou com ela, sem abrir a porta, e chacoalhou a latinha (que usamos quando ela faz coisa errada). Na segunda noite o mesmo processo. Levei-a pra cama e entrei. Ela chorou e dessa vez quem balançou a lata e gritou foi eu.. Desde então, ela aprendeu que a hora de dormir é a hora de dormir. Hoje continuo a levando pra cama, na maioria das vezes a levo no colo, feito um bebe. Coloco ela no colchão (que está quase desaparecendo de tanto que ela come a espuma de dentro), fico um pouco ali até o Verme (nosso gato) terminar de comer, encho ela de beijos e entro. Se ela sai da cama ou não, eu não sei, só sei que raras foram as vezes que ela chorou na porta querendo entrar. Ufa.. Que alívio!

Outro grande problema envolvendo a monstrenga é o fato de que ela não aprendeu sobre circunstância alguma a fazer suas necessidades no lugar certo. O quintal inteiro pra ela é um enorme banheiro. Onde você olha tem xixi ou coco da Mussarela, e desde que ela chegou em casa, tenho que lavar o quintal inteiro todo santo dia.
Mas não acaba por ai. Ela já destruiu incontáveis pares de chinelo, todo o carpete da volta da escada e la de cima também (ja colei umas mil vezes cada pedaço de carpete), comeu uma parte do sofá, cadeiras, bancos, meias, jornais, enfeites da estante, porta, cds, dvds .. .. …… Ou seja, Quem ler ou assistir sobre ‘Marley e Eu’, pense na Mussarela pois é praticamente a mesma coisa. E tem ainda a perseguição diaria e continua ao pobre gato. Se ela não está dormindo ou destruindo algo, ela está em cima do gato. Onde o Verme está, a Mussa está também. Morde, bate, late, grita, chora, e os dois vão se entendendo ou não dessa forma. Mas tudo entre eles vira brincadeira, por mais agressivo que tudo pareça ser. Quando ela dorme, ele lambe ela inteirinha, e uando ele não da bola pra ela, ela implora por lambidas.. Lá no fundo, eles se amam, e acredito que não conseguiriam mais viver um sem o outro…

Mas não se iludam que tudo isso foi quando ela era um filhotezinho, não. Até hoje ela estraga o que puder, e nada adianta para consertar isso. Ela destroi e nós arrumamos quando da pra arrumar, do contrario, nos acostumamos com o fato.

Mas se ela é uma mostra destruidora, parente de algum ser diabolico, ela tem uma doçura sem igual. Independente de qualquer coisa que ela faça, boa ou ruim, é ela olhar pra gente com aquele olhar de ‘gatinho do Sherek’ que fica impossível não se derreter. Ela é dengosa, amorosa, companheira e inteligente demais.

Parece um chicletezinho colado no pé, uma sombra, o chulé daquele tênis velho que não sai de jeito nenhum. Onde estou, ela está comigo, e dizem que se me ausento por muito tempo, ela fica toda borocoxo deitada no sofá olhando pra porta até que eu volte.
Por mais raiva que ela causa em mim por tantas vezes, ela é o grande amor da minha vida e sem dúvida minha vida não seria tão grandiosa sem a presença dela. Na real, nem consigo lembrar como eram meus dias antes dela aparecer pra mim. A Mussa é o presentinho especial que Deus me enviou na hora certa pra me tornar mais feliz, mais amada, mais realizada. Não há maior prazer no mundo que colocá-la pra dormir todas as noites e sentir aquele calor, o cheirinho dela perto de mim, me olhando como se fosse o ser mais feliz do mundo.

Por isso eu deixo uma dica: Quer ser mais feliz? Adote um cãozinho e se permita receber todo o amor que eles podem oferecer..

Amo minha Mussa, e quem a conhece sabe o quanto ela é especial… Ou talvez não saibam, não. Só eu sei o quanto ela é ESPECIAL!!!
 

MussaCom 2 meses!

MussaCom 6 meses!

Eu e MussaAmor da minha vida!!

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Amor?!

Hoje eu estava lendo sobre o amor, e isso me fez, como ha muito tempo não fazia, pensar no amor.
Quem ama, ou já amou na vida, sabe das incríveis sensações que isso pode causar. Mas o que é amar? O que é Amor? Não se sabe explicar, só se sabe sentir, e talvez, isso por si só basta.

Eu ja amei uma vez, na verdade, acho que ainda amo. Amar todos amam, o amor faz parte do nosso dia-a-dia, mas digo o amor-amor. Aquele amor inexplicável, o amor que amedronta, que enche de emoção, o amor das sensações. E como é bom amar, né? Se sentir viva, arisca, meio zonza, feliz.. O amor tende a nos fazer mais bobos, e que deliciosa é essa sensação de imbecilidade.

No amor, fui muito feliz, mas talvez não soubesse o quão grande isso era, até se perder o amor. No amor já fui surpreendida, e certamente não sabia da necessidade da surpresa. No amor já fui admirada, e bem provável que antes não soubesse o quanto é bom se sentir assim. No amor já fui injusta, já fui estúpida, já fui errante, e com toda certeza do mundo não tinha consciência de que estava matando o amor de outro por mim.

Hoje penso sobre o amor, e vejo com clareza o bem que me fazia. A ausência desse amor é sufocante e aperta o peito de forma doída, de forma cruel.. Mas, crueldade foi eu ter matado o amor de outro por mim.

Quando a gente ama pela primeira vez, talvez seja complicado conseguir assimilar as tantas variações, as tantas sensações, as tantas emoções que esse sentimento nos causa. Uma enxurrada de novas coisas, a certeza que não tem certeza, a clareza perdida na escuridão, a dúvida que nos traz sem que percebamos o quanto é necessario se refletir sobre o momento em que se ama alguém e principalmente, quando se é amado.

O amor recíproco tem que ser vivido com responsabilidade, pois além do nosso coração sempre haverá o coração de outra pessoa, e é importante pensar que temos impactos sobre esse outro coração e que podemos tanto ser a causa do sorriso quanto a causa de um choro incessante, de uma dor insuportável. Quem dera eu soubesse disso antes … 

O amor pode machucar. O amor machuca.. O amor é feio!

Hoje ao parar pra refletir, e segundo minha professora de Filosofia, reflexão é pensar em algo já pensado, consegui entender melhor minha culpa em matar o amor por mim em outro. No amor já errei tanto, que se possível, gostaria de nunca ter amado, pra não errar dessa forma, por não fazer sofrer, por hoje não sofrer desse jeito como sofro, por causa de um amor. Um amor que eu matei vagarosamente, sutilmente sem perceber.

O amor nos faz crescer, nos abre a mente, mas geralmente só depois que ele acaba, ou que ele morre, ou que ele pende pra um só lado, é que descobrimos tudo isso. Nesse caso, o amor está pendido por estar vivo em mim e morto em outro. Ai se eu tivesse antes a noção que tenho hoje sobre  amar. Que feliz eu seria, que completa eu seria, que feliz eu faria a outro.

Enfim, o amor é inexplicavel, mas hoje me explica o vazio que trago no peito. Hoje me inunda em dor por nunca ter podido dizer, e por nunca ter podido ouvir do meu amor, o clichê mais delicioso do mundo: “Eu te Amo” !

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